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segunda-feira, dezembro 08, 2008
Gosto do site do NYT, sabiam? Não sei qual a linha editorial que seguem, se são de direita ou de esquerda, etc. Talvez até devesse me informar sobre essas coisas, mas já acho bastante absorver o que puder de lá.
Pois hoje vi um vídeo daquela atriz japonesa de Babel, chamada Rinko Kikuchi. Ela fala sobre algo que é capa da Veja desta semana: a nudez nas "artes". Não vou meter o bedelho - ou como dizia Monteiro Lobato, a respeito da Emília: abrir minha torneirinha - sobre a perspectiva histórica da nudez na arte, porque não entendo, mas acho que hoje em dia não precisa. Ponto. Simples assim. E vou dizer de novo, pra que fique claro: acho que não precisa. A atriz diz, no vídeo, que sem o apoio familiar é muito difícil de fazer, e que deve ter sido especialmente difícil para sua mãe. Pois eu pergunto: em nome de quê é necessário sacrificar tanta coisa para obter uma cena? Não vejo como o filme (ou qualquer outro, for that matter) seria amputado sem mostrar gente pelada.
Na Veja desta semana tem também uma entrevista com a biógrafa oficial do Warren Buffet. Quando lhe perguntam o que ele lhe ensinou sobre a vida, ela fala e fala, e resume dizendo que depois de conhecê-lo e a seu estilo de vida, achou melhor se divorciar - e que é mais feliz assim. Pode até ser que seja o melhor para ela, mas que figura feliz seria a de um homem que influenciasse as pessoas a ponto de promover a paz e a reconciliação! Uma posição de responsabilidade é esta de influenciar as pessoas, e que todos possuímos em certa medida. E que será cobrada um dia.
Pois hoje vi um vídeo daquela atriz japonesa de Babel, chamada Rinko Kikuchi. Ela fala sobre algo que é capa da Veja desta semana: a nudez nas "artes". Não vou meter o bedelho - ou como dizia Monteiro Lobato, a respeito da Emília: abrir minha torneirinha - sobre a perspectiva histórica da nudez na arte, porque não entendo, mas acho que hoje em dia não precisa. Ponto. Simples assim. E vou dizer de novo, pra que fique claro: acho que não precisa. A atriz diz, no vídeo, que sem o apoio familiar é muito difícil de fazer, e que deve ter sido especialmente difícil para sua mãe. Pois eu pergunto: em nome de quê é necessário sacrificar tanta coisa para obter uma cena? Não vejo como o filme (ou qualquer outro, for that matter) seria amputado sem mostrar gente pelada.
Na Veja desta semana tem também uma entrevista com a biógrafa oficial do Warren Buffet. Quando lhe perguntam o que ele lhe ensinou sobre a vida, ela fala e fala, e resume dizendo que depois de conhecê-lo e a seu estilo de vida, achou melhor se divorciar - e que é mais feliz assim. Pode até ser que seja o melhor para ela, mas que figura feliz seria a de um homem que influenciasse as pessoas a ponto de promover a paz e a reconciliação! Uma posição de responsabilidade é esta de influenciar as pessoas, e que todos possuímos em certa medida. E que será cobrada um dia.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Não dá, viu... fui fazer um risoto de laranja de acordo com as instruções da caixa, e ficou com gosto da compota da minha avó. Patricia, humildemente reduzo-me à minha insignificância e deixo o métier para quem pode. E sabe.
Ei, vocês se lembram do Paulo Francis? Aquele jornalista metido e misantropo que morreu há alguns anos (de infarto, logo depois que a Petrobrás lhe tacou uma ação judicial por calúnia, ou danos morais, ou algo assim), e que deixou como herdeiro espiritual o intragável Diogo Mainardi? Ele não achava graça em nada, e só tinha prazer em coisas que fazia questão de mostrar que estavam acima da experiência de reles mortais como nós.
Sempre achei isso triste; há algum tempo descobri que saber um pouco mais do que a maioria sobre qualquer coisa - ser mais ilustrado, enfim, por obra e graça de minha memória elefantina - não me põe acima de ninguém. E sempre me policio pra não parecer pedante. Porque não há nada mais mesquinho do que isso: do que falar, escrever ou comportar-se como alguém que sabe mais do que quem está à sua volta.
Dito isto, tenho que confessar que não acho graça no que a maioria das pessoas acha engraçado. Mas desconfio que isto se deva menos a qualquer superioridade intelectual do que ao meu mau humor crônico. DETESTO os programas matinais de trotes e imitações, por exemplo. Sabem do que gosto? Da Mundial FM, com seu show ininterrupto de tolices metafísicas.
Fico mesmerizado pelas promessas do nirvana aqui e agora oferecidas pelos nove clãs dos ciganos encantados, pelo ritual da chama verde ou pelo óleo da Amazônia, que pode-se (ei, tem hífen aqui?) até comprar on-line pelo site da Consciência Cósmica. Mas o ápice, a glória total foi desbragadamante revelada ontem, quando fiquei sabendo que posso experimentar a qualquer momento como era a vida de Parsifal, que teria sido nada mais, nada menos, do que um dos cavaleiros da Távola Redonda! O fulano quedá vende o curso recheia o discurso de termos abstratos que desgraçadamente não consigo repetir agora, mas que são impagáveis. Recomendo a todos.
Ei, vocês se lembram do Paulo Francis? Aquele jornalista metido e misantropo que morreu há alguns anos (de infarto, logo depois que a Petrobrás lhe tacou uma ação judicial por calúnia, ou danos morais, ou algo assim), e que deixou como herdeiro espiritual o intragável Diogo Mainardi? Ele não achava graça em nada, e só tinha prazer em coisas que fazia questão de mostrar que estavam acima da experiência de reles mortais como nós.
Sempre achei isso triste; há algum tempo descobri que saber um pouco mais do que a maioria sobre qualquer coisa - ser mais ilustrado, enfim, por obra e graça de minha memória elefantina - não me põe acima de ninguém. E sempre me policio pra não parecer pedante. Porque não há nada mais mesquinho do que isso: do que falar, escrever ou comportar-se como alguém que sabe mais do que quem está à sua volta.
Dito isto, tenho que confessar que não acho graça no que a maioria das pessoas acha engraçado. Mas desconfio que isto se deva menos a qualquer superioridade intelectual do que ao meu mau humor crônico. DETESTO os programas matinais de trotes e imitações, por exemplo. Sabem do que gosto? Da Mundial FM, com seu show ininterrupto de tolices metafísicas.
Fico mesmerizado pelas promessas do nirvana aqui e agora oferecidas pelos nove clãs dos ciganos encantados, pelo ritual da chama verde ou pelo óleo da Amazônia, que pode-se (ei, tem hífen aqui?) até comprar on-line pelo site da Consciência Cósmica. Mas o ápice, a glória total foi desbragadamante revelada ontem, quando fiquei sabendo que posso experimentar a qualquer momento como era a vida de Parsifal, que teria sido nada mais, nada menos, do que um dos cavaleiros da Távola Redonda! O fulano que
sexta-feira, novembro 21, 2008
Não gosto muito de pintura, mas acho que é porque não entendo. Prova disso é que acho o máximo Paul Klee, e isto foi depois de ver uma mostra dele no Metropolitan de Nova York. Também gosto muito de Turner, e isto foi... etc. Não os procurei pelo estilo, ou pelo período em que se encontram na história da arte, não sei dessas coisas. Simplesmente dei de cara com eles. Ah, e com o Anselm Kiefer também. E o Velázquez. E o Lucian Freud e o Bacon. E o Caravaggio e o Mantegna. Chega.
Estou escrevendo estas coisas porque hoje é aniversário do nascimento de Magritte, de quem não gosto nem um pouco. Mas ainda não vi nada dele pela frente, além dos pôsteres nas papelarias - tudo pode mudar, portanto.
Ontem foi feriado por aqui. Em algumas cidades sim, outras não - não há nada pior para desacreditar um feriado, penso eu. A Al-Qaeda divulgou mais uma gravação de suas idéias malucas, e desta vez, coincidentemente, falava dos negros. Acusou Obama (raios, sempre fico num impasse na hora de escrever seu nome. Confundo com o do saudita) de ser um "house negro", um termo cheio de mágoa e rancor que o Malcolm X inventou para designar os negros subservientes à América (do norte) branca.
Eu nunca acreditei nesta vocação meio messiânica do Obama, e agora, com esse quase meltdown financeiro por lá, é que acho mesmo que ele vai ser tão pragmático e cuidadoso/conservador quanto possível. Porque não são as idéias que movem o mundo, como vocês sabem. É o dinheiro mesmo.
Estou escrevendo estas coisas porque hoje é aniversário do nascimento de Magritte, de quem não gosto nem um pouco. Mas ainda não vi nada dele pela frente, além dos pôsteres nas papelarias - tudo pode mudar, portanto.
Ontem foi feriado por aqui. Em algumas cidades sim, outras não - não há nada pior para desacreditar um feriado, penso eu. A Al-Qaeda divulgou mais uma gravação de suas idéias malucas, e desta vez, coincidentemente, falava dos negros. Acusou Obama (raios, sempre fico num impasse na hora de escrever seu nome. Confundo com o do saudita) de ser um "house negro", um termo cheio de mágoa e rancor que o Malcolm X inventou para designar os negros subservientes à América (do norte) branca.
Eu nunca acreditei nesta vocação meio messiânica do Obama, e agora, com esse quase meltdown financeiro por lá, é que acho mesmo que ele vai ser tão pragmático e cuidadoso/conservador quanto possível. Porque não são as idéias que movem o mundo, como vocês sabem. É o dinheiro mesmo.
sábado, outubro 18, 2008
Ei, minha última postagem foi a de número 1.000, viva! Parabéns pra mim. Patrícia, Thiago, eat your heart out, hoho.
Tempo de falar um pouco da rede. Coisa estranha, ela. Mergulhei mesmo na net depois de 2000 ou 2001, não me lembro bem, mas de qualquer maneira depois da maioria de vocês, suponho. Era mais fácil me identificar com as pessoas que diziam que nunca substituiriam amizades e relacionamentos reais por virtuais, etc. Hoje se vê claramente que "substituir" é a palavra errada. Há os relacionamentos de carne e osso e os daqui. Que são diferentes, mas não piores.
A net me trouxe incontáveis pequenas alegrias e comodidades, como deve ter sido para vocês também. Agora mesmo estou envolvido na compra de um novo amplificador e caixas acústicas para minha casa, e não imagino como estaria me virando sem tudo o que acabei de aprender sobre produtos e preços - num segmento do mercado tão "secreto" e restrito aos iniciados como este.
Também sofro em frente ao computador - e partilho agora do meu calvário de ontem.
Aconteceu de novo. Espetei-me na quarta, após anestesiar Dna. Jandira, para realizar sua cirurgia de catarata. Ela não tem antecedentes pessoais de transfusões ou hepatites, mas há um protocolo rígido para estes casos: colhe-se o sangue para exames do paciente e do profissional que se acidentou, com sorologias para tudo que é doença infecciosa/DST, para se estabelecer um "baseline" a partir do qual se traça uma estratégia de profilaxia/tratamento. Já me aconteceu isso no passado, até relatei aqui, e possivelmente vai acontecer no futuro. Mas não há nada que se possa fazer realmente, a não ser tomar cuidado sempre.
Pois bem, os exames (os meus e os dela) ficariam prontos ontem. Desnecessário dizer que estava uma pilha nestes dias. E ontem passei A TARDE TODA em frente ao computador, visitando o site do laboratório a cada poucos minutos (by the way, tudo zerado com ela e comigo, graças a Deus. Estou puro como a Branca de Neve). Mas foi realmente estranho olhar para a tela, e quase pedir por favor para que ela me mostrasse os resultados que teimavam em não ficar prontos. Por pouco deixaria de ser uma máquina e se tornaria uma criança emburrada, voluntariosa e cruel.
Pois esta é a net pra mim. Mudou mais minha vida do que pensava até agora - até este momento em que paro pra organizar estas pequenas histórias. E como presente, vou partilhar com vocês a música mais bonita que o bom Deus pôs na Terra, do Ratatat. É só clicar na foto dos cabeludos aí em cima.
Tempo de falar um pouco da rede. Coisa estranha, ela. Mergulhei mesmo na net depois de 2000 ou 2001, não me lembro bem, mas de qualquer maneira depois da maioria de vocês, suponho. Era mais fácil me identificar com as pessoas que diziam que nunca substituiriam amizades e relacionamentos reais por virtuais, etc. Hoje se vê claramente que "substituir" é a palavra errada. Há os relacionamentos de carne e osso e os daqui. Que são diferentes, mas não piores.
A net me trouxe incontáveis pequenas alegrias e comodidades, como deve ter sido para vocês também. Agora mesmo estou envolvido na compra de um novo amplificador e caixas acústicas para minha casa, e não imagino como estaria me virando sem tudo o que acabei de aprender sobre produtos e preços - num segmento do mercado tão "secreto" e restrito aos iniciados como este.
Também sofro em frente ao computador - e partilho agora do meu calvário de ontem.
Aconteceu de novo. Espetei-me na quarta, após anestesiar Dna. Jandira, para realizar sua cirurgia de catarata. Ela não tem antecedentes pessoais de transfusões ou hepatites, mas há um protocolo rígido para estes casos: colhe-se o sangue para exames do paciente e do profissional que se acidentou, com sorologias para tudo que é doença infecciosa/DST, para se estabelecer um "baseline" a partir do qual se traça uma estratégia de profilaxia/tratamento. Já me aconteceu isso no passado, até relatei aqui, e possivelmente vai acontecer no futuro. Mas não há nada que se possa fazer realmente, a não ser tomar cuidado sempre.
Pois bem, os exames (os meus e os dela) ficariam prontos ontem. Desnecessário dizer que estava uma pilha nestes dias. E ontem passei A TARDE TODA em frente ao computador, visitando o site do laboratório a cada poucos minutos (by the way, tudo zerado com ela e comigo, graças a Deus. Estou puro como a Branca de Neve). Mas foi realmente estranho olhar para a tela, e quase pedir por favor para que ela me mostrasse os resultados que teimavam em não ficar prontos. Por pouco deixaria de ser uma máquina e se tornaria uma criança emburrada, voluntariosa e cruel.
Pois esta é a net pra mim. Mudou mais minha vida do que pensava até agora - até este momento em que paro pra organizar estas pequenas histórias. E como presente, vou partilhar com vocês a música mais bonita que o bom Deus pôs na Terra, do Ratatat. É só clicar na foto dos cabeludos aí em cima.
sexta-feira, outubro 10, 2008


A última coisa de que precisamos é mais um filme de animação com insetos. Mas os norte-americanos, além de passarem, com sua arrogância e ganância, o trator sobre as bolsas de valores do mundo todo, ainda passam o dito-cujo pela cultura popular, e do cinema. Fazem isso repetindo ad nauseam fórmulas (chatas) que já deram certo - via de regra, que fizeram sucesso porque não desafiaram ninguém a pensar, como lhes convém. Sabe quando é que vou assistir a um filme sobre formiguinhas, ou pirilampos, ou sei lá que raio é aquilo, que têm um sonho, e pensam e agem como humanos, só que mais "humanos", e que acabam, apesar de todas as adversidades, conquistando seu sonho de ir à lua? Nun-ca-nun-qui-nha. Jamé de la vi. Raios.
Pois ontem já engoli a estultícia que foi o último Indiana Jones, que é tão ruim, mas tão ruim, que até a Cate Blanchett, fantasiada de dominatrix from hell, morre pulverizada só de olhar pra uma caveira de vidro. O olho dela pega fogo. Os dois, aliás. A bag full of s***, that's what it is. E não fiquem bravos comigo por ter divulgado um spoiler, porque aquilo não merece o suspense.
Estou com as costas travadas, ando como um poste. Talvez meu humor fulgurante venha daí. Se levanto, dói terrivelmente pra sentar. Se me sento, etc.
Hoje fui fazer uma ressonância magnética da cabeça, vejam só. Não tenho nada sério, só uma enxaqueca, como sabem - volta e meia reclamo dela aqui. Pois resolvi ir ao neurologista, e ele me pediu o exame. Vocês já passaram por isso? A gente entra numa sala toda isolada, com portas grossíssimas, e daí as pessoas o amarram a uma maca estreita, que desliza pra dentro de um tubo rígido de uns 80 cm de diâmetro, e saem todos correndo da sala. Você é vigiado por janelas de vidro blindado, e fica sozinho lá o tempo todo. Falam com você através de alto-falantes. O aparelho faz um barulho infernal, como o de um grande martelo batendo numa grande bigorna, que não para nunca. Injetam uma coisa radioativa em suas veias, chamada Gadolínio.
O resultado? Exame normal...
Estava meio nervoso na sala de espera, e o inzami atrasou quase uma hora. Ao meu lado estava um menino de uns 6 anos com algum distúrbio cognitivo grave: brincava sozinho, e gritava alto de vez em quando. Certamente é surdinho, porque tem aparelhos para corrigir o problema nas duas orelhas, e um deles tem fios como os implantes cocleares.
Pois uma hora ele chegou perto de mim pra brincar com minha revista e levou uma bronca. Sim, tive a pachorra de ralhar com o ret****dinho, que cismava em tirar a revista de mim. Sou uma pessoa adorável, really.
Pois uma hora ele chegou perto de mim pra brincar com minha revista e levou uma bronca. Sim, tive a pachorra de ralhar com o ret****dinho, que cismava em tirar a revista de mim. Sou uma pessoa adorável, really.
Ah, e o Tim Curry está aí pra lembrar que antes de naufragar no mar dos insetos tolinhos (ele empresta a voz para o tal filme), ele participou do Rocky Horror Picture Show, num papel impagável.
sexta-feira, setembro 26, 2008
Não enxergo mais nada, estou escrevendo de óculos. Outro dia deixei de comprar um iogurte no supermercado porque não via o que tinha nele. O próximo passo é começar a pedir aos outros pra lerem pra mim. Acontece que pra quem nunca precisou de óculos, a presbiopia é difícil de acostumar. Tenho levado minhas muletas ópticas pro trabalho, mas pra fazer compras e ir ao restaurante ainda não. Outro dia fui jantar no Lagundri e acabei pedindo qualquer coisa. O ambiente só tinha lamparinas e velas, e o cardápio era escrito em letras brancas sobre fundo preto. Tentei e tentei, e acabei pedindo o que era menos difícil de decifrar.
O lado bom é que a gente acaba ganhando óculos bacanas das óticas bacanas daqui. Estou usando um par novo, que fui pegar hoje, com hastes de madeira e tudo. E pode lavar, maravilha total - a madeira veio de Marte, ou algo assim.
O lado bom é que a gente acaba ganhando óculos bacanas das óticas bacanas daqui. Estou usando um par novo, que fui pegar hoje, com hastes de madeira e tudo. E pode lavar, maravilha total - a madeira veio de Marte, ou algo assim.
terça-feira, setembro 23, 2008
Pra treinar (e competir) direito a nutricionista falou que tem que perder 4 quilos. Não vai nem a pau, tenho dor de cabeça durante o dia e nada. Saio pra correr nesse vento ártico que faz aqui e nada.
Estou quase desistindo, até porque no final de semana entrei na Kopenhaaaaaageeeeeeen.
Raios.
Oi, fui ao spa fazer massagem com as pedras quentes. Não era de ficar pelado, Patricia, era só com a roupa de baixo mesmo. As pedras estavam PELANDO, mas a massagem até que foi boa. Só que não pagaria aquele dinheiro todo que tem na tabela da entrada por nada desse mundo. Ainda tenho mais quatro, de uma hora e meia cada. Se quiser posso escolher outras coisas, aliás. Tem coisas com leite, mel e vinho, que me fazem pensar que há um grupo de pigmeus canibais na salinha do fundo lambendo os beiços, de lanças em punho, esperando o freguês acabar de marinar.
Hoje eu não conseguia parar de cantarolar esta música enquanto operava minhas cataratas, e não sabia porque. Ao final vi que o crachá do anestesista, um grandão barbado, ostentava o nome de Stacey. Pffft. Pior que Maicon.
Estou quase desistindo, até porque no final de semana entrei na Kopenhaaaaaageeeeeeen.
Raios.
Oi, fui ao spa fazer massagem com as pedras quentes. Não era de ficar pelado, Patricia, era só com a roupa de baixo mesmo. As pedras estavam PELANDO, mas a massagem até que foi boa. Só que não pagaria aquele dinheiro todo que tem na tabela da entrada por nada desse mundo. Ainda tenho mais quatro, de uma hora e meia cada. Se quiser posso escolher outras coisas, aliás. Tem coisas com leite, mel e vinho, que me fazem pensar que há um grupo de pigmeus canibais na salinha do fundo lambendo os beiços, de lanças em punho, esperando o freguês acabar de marinar.
Hoje eu não conseguia parar de cantarolar esta música enquanto operava minhas cataratas, e não sabia porque. Ao final vi que o crachá do anestesista, um grandão barbado, ostentava o nome de Stacey. Pffft. Pior que Maicon.
domingo, setembro 14, 2008
ESTOU CUSPINDO A PONTINHA DO DENTE, RAIOS. Enquanto ouço "Why'd you have to go away, my love?", daquele rapper gordinho cujo nome já esqueci - ironia suprema. Bati o queixo no muro, raios duplos.
Minha empregada, la schiava, caiu da escada e quebrou um braço e o dedo da outra mão. Não cheguem perto de meus domínios, I beg of you, sob pena de perderem um membro.
Aliás ninguém chega mesmo, minha casa está um deserto de almas. Entra dia e sai dia, e nada. Antigamente eu chamava os amigos do triatlo e cozinhava pra eles, e acontecia como na música da gloriosa Laurie Anderson:
"It was one of those days larger than life
When your friends came to dinner and they stayed the night
And then they cleaned out the refrigerator - they ate everything in sight
And then they stayed up in the living room and they cried all night".
Tirando a parte de chorar a noite toda, we used to have a blast. Where is everyone now?
Agora se me dão licença, vou sair pra olhar minha proeza no espelho e feel sorry for myself.
Ah, e antes que me esqueça: nesta madrugada eu me levantei pra fechar a porta do meu quarto que estava batendo com o vento e DESMAIEI por um instante. Capotei no chão, caí de lado como uma jaca madura e acordei com a cara no piso. Quero crer que foi porque levantei rápido e ainda estava dormindo. Ou isto, ou estou me desfazendo aos poucos. It`s been a pleasure anyway, hoho.
Minha empregada, la schiava, caiu da escada e quebrou um braço e o dedo da outra mão. Não cheguem perto de meus domínios, I beg of you, sob pena de perderem um membro.
Aliás ninguém chega mesmo, minha casa está um deserto de almas. Entra dia e sai dia, e nada. Antigamente eu chamava os amigos do triatlo e cozinhava pra eles, e acontecia como na música da gloriosa Laurie Anderson:
"It was one of those days larger than life
When your friends came to dinner and they stayed the night
And then they cleaned out the refrigerator - they ate everything in sight
And then they stayed up in the living room and they cried all night".
Tirando a parte de chorar a noite toda, we used to have a blast. Where is everyone now?
Agora se me dão licença, vou sair pra olhar minha proeza no espelho e feel sorry for myself.
Ah, e antes que me esqueça: nesta madrugada eu me levantei pra fechar a porta do meu quarto que estava batendo com o vento e DESMAIEI por um instante. Capotei no chão, caí de lado como uma jaca madura e acordei com a cara no piso. Quero crer que foi porque levantei rápido e ainda estava dormindo. Ou isto, ou estou me desfazendo aos poucos. It`s been a pleasure anyway, hoho.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Acabou o gááááás da Bolíviaaaaaaaaaa!!!!!!!! Vamos todos morrer!!!!!!!!
Now seriously, as notícias que chegam de lá são cada vez mais alarmantes. A decretação (existe essa palavra?) do estado de sítio no país é agora iminente, pelo que acabei de ler.
Enquanto isso, a página inicial do blogger.com, que me hospeda, me convida a postar pelo celular, dizendo:"Entre na onda do celular". Gente do céu. Como é que alguém pode fazer propaganda desse jeito? Falar assim dá resultado pra algum tipo de cliente/faixa etária? Pode ser que esteja tão fora de moda falar assim que já voltou a ser moderno, e talvez seja o "dernier cri" entre os jovens - pra usar outra expressão do Cretáceo. E eu é que não estou sabendo. Em todo caso, estou me conformando com o fato de que estou falando português como um tiozão. Já comecei a achar que os jovens se comunicam com grunhidos, e que não têm nem postura pra conversar, vê se pode.
Now seriously, as notícias que chegam de lá são cada vez mais alarmantes. A decretação (existe essa palavra?) do estado de sítio no país é agora iminente, pelo que acabei de ler.
Enquanto isso, a página inicial do blogger.com, que me hospeda, me convida a postar pelo celular, dizendo:"Entre na onda do celular". Gente do céu. Como é que alguém pode fazer propaganda desse jeito? Falar assim dá resultado pra algum tipo de cliente/faixa etária? Pode ser que esteja tão fora de moda falar assim que já voltou a ser moderno, e talvez seja o "dernier cri" entre os jovens - pra usar outra expressão do Cretáceo. E eu é que não estou sabendo. Em todo caso, estou me conformando com o fato de que estou falando português como um tiozão. Já comecei a achar que os jovens se comunicam com grunhidos, e que não têm nem postura pra conversar, vê se pode.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Tenho uma paciente, a Dna. Lídia, que teve uma complicação gravíssima de uma cirurgia na semana passada. Minha cabeça está uma beleza, tive o melhor final de semana da minha vida. Eu treinava e pensava: a Dna. Lídia está com dor. Almoçava e pensava: a Dna. Lídia...
Ainda assim ela fica imensamente feliz em me ver, pega as minhas mãos e põe entre as suas, e pede que Deus as abençoe. Suas palavras são como brasas sobre a minha cabeça, para usar a figura bíblica, apesar de saber que tecnicamente a cirurgia foi irrepreensível.
But these things come with the territory, I suppose.
Estou assistindo agora o vídeo novo da Rihanna no site da MTV e não canso de me assombrar com o tamanho da sua testa. A música é bárbara, by the way - chama-se "Disturbia". A menina não tem 25 anos e já ganhou mais dinheiro do que poderia gastar mesmo se vivesse 10 vezes. O pior que pode fazer é lançar uma música ruim, e ninguém vai perder a visão por isso.
Óia, passou o trêileu de Hellboy II agora. Já está nos cinemas e eu aqui de bobeira.
Quando tudo isso passar, vou viajar de novo, não quero nem saber. Talvez vá visitar o Thiago, vamos ver se dá certo.
Ainda assim ela fica imensamente feliz em me ver, pega as minhas mãos e põe entre as suas, e pede que Deus as abençoe. Suas palavras são como brasas sobre a minha cabeça, para usar a figura bíblica, apesar de saber que tecnicamente a cirurgia foi irrepreensível.
But these things come with the territory, I suppose.
Estou assistindo agora o vídeo novo da Rihanna no site da MTV e não canso de me assombrar com o tamanho da sua testa. A música é bárbara, by the way - chama-se "Disturbia". A menina não tem 25 anos e já ganhou mais dinheiro do que poderia gastar mesmo se vivesse 10 vezes. O pior que pode fazer é lançar uma música ruim, e ninguém vai perder a visão por isso.
Óia, passou o trêileu de Hellboy II agora. Já está nos cinemas e eu aqui de bobeira.
Quando tudo isso passar, vou viajar de novo, não quero nem saber. Talvez vá visitar o Thiago, vamos ver se dá certo.
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