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sábado, setembro 05, 2009

Há um ano fui pra este lugar aí da foto. A bunda é minha mesmo. Fica em Alberta, no Canadá. Despite o arranca-rabo com a Bombardier em que se meteu a Embraer (lembram?), os canadenses pessoalmente são adoráveis, ao contrário da imagem predadora e arrogante que projetaram como nação na época dos aviões. Confesso que fiquei com uma raiva louca deles, e falava pra quem quisesse ouvir que odiava tudo que começasse com a letra C. Hoje sei que são escandalosamente educados e simpáticos, e cultíssimos. Não têm qualquer vestígio de culinária própria (talvez os inuit tenham salmão curado, mas vou pular esta parte), mas ninguém é perfeito, né?
Tenho cada vez mais preguiça e medo de viajar, mas vou daqui a algumas semanas visitar a família de novo. Desta vez vou assistir a um jogo de futebol americano no estádio. Vou por aquela luva gigante, gritar pra tudo e comer hot dog, vamos ver no que dá.
Ei, li hoje a entrevista da Marina Silva nas páginas amarelas da Veja, e sedimentei a admiração que já vinha sentindo por ela. Aqueles velhacos do PSDB, do alto de seu orgulho intelectual, ficam patinando em brigas internas, e vão ver só o que vão ganhar. Para o PT eu tenho um desejo ardente de vê-lo afundar e ocupar um cantinho qualquer da política nacional. Na corrida presidencial eu tenho certeza que já vão ganhar um pouco desse corretivo, porque já tá todo mundo desconfiando que aquele trator de peruca não vai estar curada a tempo, e se o Palocci for entrar no seu lugar vai ser barbada. O mesmo que fustigar cavalo morto. O que quero dizer com tudo isso? Que to pensando em votar na Marina. Pronto, falei.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Entããão, a Marina Silva saiu do PT. Publicamente ela e o Berzoini dizem que foi tudo civilizadíssimo e muito bem conversado, e até fizeram um bom papel ao esconder qualquer traço de acidez ou rancor. Que eu esperaria que viesse mais da parte do partidão do que dela, aliás. A não ser pelo inacreditável josé dirceu, com minúscula mesmo, que pediu sua cabeça de senadora em seu blog, está tudo bem calmo até agora.
Sabem que o cargo de senadora na verdade pertence ao partido, e não a ela, né? Eles podem pedi-lo de volta ao TSE. Veremos.
O PV a cortejou, as conversas avançaram, e parece até que ela será candidata a presidente pelo novo partido - coisa que não confirma nem morta, por enquanto. E nem deveria, pois como ela mesma disse, nem gente que já nasceu candidato (i.e., Dilma e Serra) admite sê-lo, então por que ela o faria?
Eu a ouvi falando um monte hoje na CBN e devo dizer que fiquei impressionadíssimo. Ela é boa mesmo. E parece não corrompida pelo poder. Isto de observar alguém e arriscar um palpite sobre sua moral/ética é a coisa mais temerária do mundo, mas acho que vocês concordarão comigo: a mulher é diferente. So far, at least. God bless her little heart.

quinta-feira, abril 23, 2009

Ei, alguém sabe no que deu a querela dos ministros do STF Mendes X Barbosa? It's the same story all over again, zzzzzz. The good X the bad (both are ugly, hoho). O bom brasileiro está do lado do Barbosa, eu suponho, mas já sabemos no que vai dar. Em pizza, ou farofa. Ou angu. Ou até na lenta fritura do ministro Barbosa (patrocinada pelo mesmo min. Gilmar, que dizem estar fritando o Protógenes). Raios. Mas that's the way it goes, I guess.
Aqui, na beira do rio Atibaia, está um frio antártico de 16 graus agora. Espero que estejam melhor.

quarta-feira, abril 22, 2009


Houve mais um solavanco hoje em casa, raios. Quem tem pais velhinhos tem realmente que ter boas coronárias pra aguentar o baque, porque essas coisas acontecem sem aviso. Mas já está tudo bem melhor agora, graças a Deus.
Ei, havia soldados com metralhadoras, capacetes azuis (como os da ONU) e aqueles óculos grandões de esquiar no estacionamento de helicóptero do HC hoje. Estamos em guerra? O Lula veio visitar Campinas? What?
Sempre que vejo bombeiros, ambulâncias, ou as nossas Forças Armadas in full gear na rua tenho um ataque agudo de colonizado. Penso que qualquer estrangeiro que visse a cena ficaria com pena de nossos parcos recursos, e me dá um ataque de V.A.
Sei que ninguém tem nada a ver com isso, e se quisermos pintar uma Fiat Elba de branco, tacar uma sirene em cima e chamar de ambulância, ótimo. Mas como médico, me dá um aperto pensar no que perdemos por falta de equipamentos de socorro e resgate.
Mais do que uma questão de dinheiro, isso é uma questão de gestão. Ou de política de saúde. Ou de visão, ou de prioridades. Melhor parar por aqui, porque senão desanimo mesmo. Se fosse falta de dinheiro era mais fácil resolver.

segunda-feira, abril 20, 2009


Se querem saber minha fraquíssima opinião, lá vai: gente como eu e vocês, que usam os meios digitais diariamente, somos uma minoria da população. Bem, isto não é uma opinião minha, é um fato widely known, mas o que acrescento agora é meu mesmo: como não usamos todos esses recursos digitais como, let's say, os norte-americanos, que os inseriram no ambiente de trabalho, ou os finlandeses, que tomam uma cerveja no bar e pagam tudo pelo telefone móvel, sem olhar para a cara do fulano no caixa, temo que ainda viveremos uma espécie de rebote desta onda toda. Que, a bem da verdade, é mais uma distração, um passatempo bem ao gosto de nossa idiossincrasia latina, que nos impele a narrar nossas vidas particulares aos quatro ventos, e fuçar a vida alheia. Tudo no gueto dos culturalmente dominantes, é claro - que são capazes de absorver o uso de um twitter ou uma rede social qualquer assim que são lançados, por mais inúteis que sejam.
O Ban-Ki-Moon ou é um visionário e um otimista incorrigível, ou um pateta sem a menor visão. Não cabe mais nenhuma interpretação para a permissão que a ONU deu para o criminoso do Ahmadinejad ocupar o parlatório na conferência sobre o racismo que aquele órgão patrocina em Genebra. Além do fiasco inicial, por conta do boicote de uma dezena de países ao evento (entre eles os EUA, Alemanha, Austrália, Canadá, Itália e Holanda), mais um monte de representantes de vários países deixaram o plenário enquento o idiota falava que Israel apoiou-se em políticas racistas e discriminatórias para construir seu Estado. Sem nem entrar no mérito da coisa, porque é que deixam alguém que já disse que aquele país deveria ser varrido do mapa, e que nunca deu sinais de mudança em suas convicções, ocupar a tribuna de um evento mundial, e tratar justamente sobre racismo? O que o Moon esperava obter? No que estava pensando? Francamente, não sei porque ainda me dedico a pensar nessas coisas. It's anyone's guess.
Pra fechar com chave de ouro, hoje é aniversário do masaacre de Columbine.

sexta-feira, março 27, 2009

É mesmo, o último post acabou ficando rabugento. E não percebi que já tinha falado mal do Venturini no outro dia. Mas continuo uma pessoa adorável. Ei, o filme do Allen é uma BO*** mesmo. Fujam dele.
O Lula consegue um equilíbrio perigoso quando vai ao microfone, e ainda não produziu uma gafe esplendorosa/irreparável. Mas passa de raspão às vezes. Como ao dizer ontem, ao Gordon Brown, que a crise foi produzida por gente branca de olhos azuis. Tentaram minimizar a coisa, dizendo que talvez o recado tenha sido dado "para consumo doméstico" (o encontro entre os dois foi aqui no Brasil), mas quer saber? Acho que foi bem dado. Duela a quien duela, como dizia aquele ex-presidente que foi sacado do poder, e que agora assombra a capital de novo.

sábado, março 21, 2009


O teatro da política internacional produziu mais duas cenas divertidas nesta semana. O Kim Jong Il foi visto numa foto oficial, em meio a oficiais do exército - engraçado como o quepe militar de alguns países, como lá, é enoooorme, mais parecendo uma marquise - vestindo aquele terninho, com os óculos escuros que roubou da Sophia Loren e a imutável permanente encaracolada, mas esquálido como um retirante, inaugurando qualquer coisa. Hoje quem disputa o prêmio óculos de tiazona é o Khamenei, o primeiro aiatolá do Irã, que respondeu com uma semi-bravata ao vídeo do Bará Cobama (não resisto, tenho que escrever o nome dele desse jeito) desejando Happy New Year àquela nação (para os corintianos, o ano novo deles começou às 15:14 de ontem, horário de Teerã). Não ponho um pingo de fé no Cobama, vocês sabem disso, mas achei o vídeo bacana. O homem até falou em farsi, e desejou um estreitamento entre as duas nações, soando honesto. Como acabei de dizer, é tudo um grande teatro, com muitíssimas variáveis que escapam à percepção do cidadão comum (eu mesmo, por exemplo). Mas uma tentativa de reaproximação não poderia começar de outra maneira, e torço pra que dê certo. Não vai dar, mas não custa torcer.

quarta-feira, março 18, 2009

O novo presidente de Madagascar chama-se Rajoelina. E governa em Antananarivo.

quinta-feira, março 12, 2009

Meu irmão, que mora nos EUA e esteve sempre imerso no mundo corporativo de lá, tem um olhar aguçado pra ver os problemas econômicos e o modo de viver dos norte-americanos (como também da gente daqui). Ele vive repetindo que não põe fé no Bará Cobama, pelo que tem dito e feito até agora. Tudo começou no discurso de posse; o homem já tinha sido eleito, tinha o respaldo da maioria do povo, portanto aquela era a hora de falar umas verdades. Que ninguém quer ouvir, é claro, mas que não dá mais pra varrer pra baixo do tapete como aquele energúmeno do Bush fazia. De dizer que os EUA deveriam retomar o rumo de uma sociedade produtora, e não apenas de uma economia calcada, alicerçda e voltada para o consumo. E principalmente, que deveriam APERTAR O CINTO. Que é o que toda gente sensata faz quando acaba o dinheiro, desde que o mundo é mundo. Os EUA sempre inspiraram o mundo (o ocidental, ao menos), por sua iniciativa e idéias, mais até do que por seu poderio econômico. É que é difícil contar, aquilatar e avaliar essa coisa de idéias. Mas concordo com isso. Pois agora aquele parvo se dedica a falar que voar no Air Force One é o máximo, e que os EUA são uma grande nação, que sempre liderou o mundo e continuará a fazê-lo. Com o quê? Com wishful thinking? Ou com patetas como o Bernanke, que o mercado até já pôs de lado, preferindo ouvir gente do segundo escalão quando sai à procura de notícias?

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Acabei de receber um imêiol de um amigo sobre o perrengue da TV digital. Um filminho com locução de repente nordestino, que nos conclama a "resgatar a cidadania", formar uma "programação inclusiva" e desfazer o "monopólio do empresariado". Ô meu pai, que canseira. Dessa mania de chamar os exploradores de "eles", ao contrário de "nós", o povo sem mácula. De denunciar a opressão, de exaltar as mazelas das barrigas cheias de vermes dos bons selvagens. Nossa, pareço o Jabor. Mas vamos lá. Conheço essa gente há tempo suficiente pra saber que gostariam, sem exceção (e como o resto da raça humana) de estabelecer a SUA ditadura - de idéias, de sua versão de "cidadania" ou do que quer que seja - no minuto em que ganhassem um tiquinho de poder. As coisas caminham do jeito que vão mesmo, em espasmos, regidas por um mínimo de bom senso, só submissas de verdade à única coisa que faz este mundo rodar (por enquanto): o dinheiro.
Eu achava um tanto romântico esse esquerdismo sonhador, mas agora só acho anacrônico e pernicioso. Repudio tanto como qualquer bom brasileiro essas coisas que o vídeo denuncia, mas o infantilismo de seu discurso já encheu até a tampa.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Não gosto muito de pintura, mas acho que é porque não entendo. Prova disso é que acho o máximo Paul Klee, e isto foi depois de ver uma mostra dele no Metropolitan de Nova York. Também gosto muito de Turner, e isto foi... etc. Não os procurei pelo estilo, ou pelo período em que se encontram na história da arte, não sei dessas coisas. Simplesmente dei de cara com eles. Ah, e com o Anselm Kiefer também. E o Velázquez. E o Lucian Freud e o Bacon. E o Caravaggio e o Mantegna. Chega.
Estou escrevendo estas coisas porque hoje é aniversário do nascimento de Magritte, de quem não gosto nem um pouco. Mas ainda não vi nada dele pela frente, além dos pôsteres nas papelarias - tudo pode mudar, portanto.
Ontem foi feriado por aqui. Em algumas cidades sim, outras não - não há nada pior para desacreditar um feriado, penso eu. A Al-Qaeda divulgou mais uma gravação de suas idéias malucas, e desta vez, coincidentemente, falava dos negros. Acusou Obama (raios, sempre fico num impasse na hora de escrever seu nome. Confundo com o do saudita) de ser um "house negro", um termo cheio de mágoa e rancor que o Malcolm X inventou para designar os negros subservientes à América (do norte) branca.
Eu nunca acreditei nesta vocação meio messiânica do Obama, e agora, com esse quase meltdown financeiro por lá, é que acho mesmo que ele vai ser tão pragmático e cuidadoso/conservador quanto possível. Porque não são as idéias que movem o mundo, como vocês sabem. É o dinheiro mesmo.

segunda-feira, outubro 13, 2008

O McCain resolveu chamar o Obama de terrorista, vejam só, e despencou mais ainda nas pesquisas. Pegou muito mal essa estratégia de ataque, e agora ele está 10 pontos percentuais atrás do "exótico" Obama.
Por aqui acontece a mesma coisa, mas daquela perua deslumbrada e louca da Marta não se espera outra coisa. Resolveu chamar o Kassab de "duas caras" e, é claro, ficou parecendo uma atitude desesperada. Que realmente é. Essa botocada com boca de pato não perde por esperar, dia 26 o troco dela vem fervendo. Que tenha o destino político do Maluf, quase tão caricato como aquele rinoceronte do zoológico que tinha votos em todas as eleições.